FUI VER Star Trek: Sem Fronteiras

Na comunidade nerd tem sempre aquele grupo de pessoas que vivem se digladiando por causa de Star Trek e Star Wars para tentar provar qual é a melhor franquia, a mesma briga estúpida de quem é fanboy da Marvel ou da DC, como eu gosto de ver quase todo tipo de filme e não escolho lados, eu abraço a ideia das franquias mencionadas e só me preocupo se vou ver um bom filme ou não, então porque não ficaria contente quando no mesmo ano vou ver nos cinemas novos filmes de Star Wars e Star Trek? E você acha mesmo que vou ficar perdendo tempo discutindo qual que é a melhor franquia? Claro que não, só vou lá assistir e descobrir se os filmes são bons ou não.

Para saber o que achei desse novo universo de Star Trek, acesse o post completo.

A história mostra Kirk e a tripulação da Enterprise no terceiro dos cinco anos de sua missão para desbravar o desconhecido, espaço afora. Ao alcançarem Yorktown, base estelar onde reabastecerão, eles encontram um pouco de paz e também momentos para tomarem decisões quanto ao futuro. De lá, eles acabam embarcando em uma missão de resgate e caem em uma armadilha arquitetada por Krall. Com a Enterprise destruída pelos inimigos, a tripulação é forçada a abandonar a nave, levando-os a cair num planeta desconhecido.
ELENCO (esquerda p/ direita): Anton Yelchin, Karl Urban, Idris Elba, Zoë Saldaña, Chris Pine, Zachary Quinto, Simon Pegg e John Cho.
Para o terceiro filme J.J. Abrans não retorna para a cadeira de diretor, que deixou para poder dirigir o Episódio VII de Star Wars e ficou apenas como produtor deste, quem assumiu o comando foi o diretor Justin Lin conhecido pelos Velozes e Furiosos 3, 4, 5 e 6 e por ter reinventado a franquia dos carros tunados, o elenco principal dos filmes anteriores retornou completo e Simon Pegg além de retornar como Scott, assume junto de Doug Jung o roteiro do filme, o que fazem com maestria, o filme é ótimo, tem humor, drama, ação e aventura na medida certa e nos momentos certos.

Outro ótimo acerto na história foi a escolha de dividir os personagens em duplas para poder cada um ter o desenvolvimento e participação necessárias para a trama, então mesmo com um grande elenco, a história não se perde, nenhum personagem fica à deriva e tem a sua importância para que a história flua tranquilamente, sem problemas ou sem dar a devida atenção de algum personagem. O vilão Krall que é interpretado pelo bom ator Idris Elba, é um ótimo personagem, que chega causando terror e mortes por toda a Enterprise, fazendo com que o Kirk e equipe se esforce ao máximo para detê-lo e evitar uma grande catástrofe na Federação de Planetas Unidos.

Enfim, eu confesso que antes de ver o filme estava com medo estilo que o diretor Justin Lin dava para os filmes da franquia Velozes e Furiosos que ele dirigiu, com aquelas cenas absurdamente forçadas e exageradas, mas após assistir o Sem Fronteiras os meus medos sumiram e foram substituídos por alegria e satisfação, acho que a combinação de um diretor que não tem medo de arriscar e roteiristas que amem o que escrevem, dificilmente dará errado e Simon Pegg é um nerd old-school assumido e um treker apaixonado por essa franquia, então a conhece e ama demais para fazer alguma besteira. Então se você não assistiu o filme vá assistir, porque este filme é ótimo, melhor até que o Além da Escuridão, não vai te decepcionar, a não ser que você seja um daqueles fanboys que acredita que só pode gostar de Star Trek ou de Star Wars, o que é uma tremenda ignorância. rs

Comentários

  1. Parabéns pela crítica. Fiquei com uma dúvida, (não acompanhei muito a produção desse filme), o Anton Yelchin chegou a gravar todas as cenas do personagem?

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    Respostas
    1. Obrigado Daniel! Sim, chegou sim, ele faleceu um mês antes da estréia do filme nos EUA.
      Não comentei nada sobre o falecimento dele no post pois acredito que já se passou algum tempo e não queria mexer na ferida dos fãs mais fervorosos.
      Assim como não comentei sobre a polêmica gerada em cima da escolha dos produtores de encaixar na história uma homenagem para o George Takei, modificando a opção sexual do Sr. Sulu nessa linha temporal.

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