29 de junho de 2016

FUI VER Independence Day: O Ressurgimento

Entra ano, sai ano, é sempre a mesma coisa, é praticamente uma obrigação de Hollywood colocar nos cinemas aquele filme de catástrofe sem sentido e que todo mundo sabe que o personagem principal vai sobreviver no final dele, ou que o mundo ainda vai continuar existindo mesmo parecendo que não tem chance alguma de continuar, se olharmos para trás, vamos perceber que até o primeiro Independence Day (I.D.) esse gênero de filme não existia.

Mas parece que depois do primeiro I.D. isso virou uma obrigação para os estúdios produtoras de filmes, esse ano não seria diferente, temos o retorno do pai dos filmes de catástrofe, com Independence Day: O Ressurgimento pelas mãos do mesmo diretor do primeiro filme, o alemão Roland Emmerich e com grande parte do elenco original.

Entra ai e confira o que achei do filme.

O primeiro Independence Day foi um marco no cinema mundial, pois com ele nasceu o estilo de filmes catástrofe, não que não existissem filmes que mostrassem o mundo sendo destruído, até existiam, mas normalmente eram filmes que já mostravam o mundo destruído ou caminhando para a destruição, poucos mostravam mesmo a destruição, então com o I.D. vimos como a invasão alienígena começou e toda a destruição que ela causou, vimos monumentos, cidades, nações sendo destruídos pelos terríveis invasores.

Velha e Nova geração.
Acho que não conheço uma pessoa que não tenha assistido pelo menos uma vez esse filme na Sessão da Tarde e não tenha se divertido, bom, pelo menos na época que passavam esse tipo de filme no meio da tarde, hoje em dia é coisa rara, é “violento demais” para as crianças assistirem, pode traumatiza-las. Aff. Lembro de ter assistido esse filme no cinema com meu avô materno, eu tinha 10 anos na época, mas não lembro fiquei traumatizado de ver um alienígena destruindo o mundo, muito pelo contrário, achei aquilo legal demais, vi coisas que davam para serem descritas apenas com uma “massa veih” para os meus amigos.

Em resumo bem porco, hoje eu vejo esses filmes de catástrofes são apenas com um punhado de cenas “massa veih”, que por mais que de merda durante o filme, que monumentos históricos, cidades, países sejam destruídos, que o mundo vire do avesso, eu sei que no final do filme o/a protagonista irá sair vivo da história e mundo vai seguir daí em diante, uns fazem bons filmes, outros nem tanto, mas não é um estilo de filme que vai te passar uma bela mensagem, ou uma mensagem de qualquer tipo, pode até ter uma mensagem, mas é coisa rara, acho que só quem fica procurando em filmes uma mensagem, um fundo filosófico, uma lição para a vida por trás da história que não goste do estilo.

Enfim, vamos ao filme, Independence Day: O Ressurgimento começa apresentando o mundo 20 anos após a primeira invasão alienígena, mostra que por causa da invasão o mundo se manteve unido e nunca na história da humanidade foi registrado tamanha tranquilidade, conflitos ainda existem, mas nada como via-se antigamente, a ciência também evoluiu muito, já que a tecnologia humana e alienígena agora foram fundidas e tudo que foi destruído, foi reconstruído e da melhor forma possível, em resumo, o mundo e a humanidade nunca esteve tão bem. Só que exatamente na data de comemoração da vitória humana, uma nova nave alienígena surge, mas não é nada parecida com a anterior, nem mesmo do mesmo tamanho, é algo muito maior e mais ameaçador, colocando em xeque mais uma vez a continuidade da existência da raça humana.

A nova Nave Mãe, 1/4 do tamanho da Terra. \o/
Se no primeiro filme a nave mãe tinha ¼ do tamanho da Lua e as naves menores eram do tamanho de metrópoles e já impressionavam bastante, imagine uma nave com ¼ do tamanho da Terra, acho que isso é bem mais impressionante né? Basicamente o filme é uma versão maior e mais devastadora do primeiro filme e que coisa linda e legal de ver, I.D.: O Ressurgimento nada mais é que melhor filme “massa veih” do ano (até o momento pelo menos. rsrsrs), cara, não tem nada novidade, a história é aquela batida de vamos destruir tudo e mais um pouco no começo, para depois o dia ser salvo pelos heróis, a diferença é que dessa vez não se tem o carisma de um ator como Will Smith e os demais atores do primeiro filme que voltaram para este, também não possuem o mesmo carisma de 20 anos atrás, mas quem se importa? Não fui lá para assistir um cabeça e que mostre o talento artístico dos atores, eu fui lá para ver o mundo sendo partido quase que em dois, alienígenas estranhos atacando pessoas, uma puta nave gigante e coisas explodindo.

Então se esse é o objetivo principal do filme, ele cumpre perfeitamente o seu objetivo, é um filme divertido, sem frescuras, sem enrolação, as coisas vão acontecendo simplesmente porque precisam acontecer e como deveriam acontecer, tudo obedece uma ordem natural e flui tranquilamente, não vi nada que tenha acontecido sem motivo ou forçadamente, tipo aparece do nada uma solução mágica e fim de papo, as cenas de ação são muito bem feitas, a computação gráfica é excelente, acho que só teve uma ou duas cenas que o CG me incomodou, o que importa é que não vi a hora passar, mesmo o filme com 2 horas de duração, assistiria ele novamente tranquilamente e sem reclamar. Agora é esperar que tenha um terceiro filme, afinal, foi dado a deixa para um terceiro filme, e olha, tem potencial para ser muito mais surtado e divertido. rsrsrs

Se você ainda não foi assistir, vá logo, pois o filme é divertido demais, com certeza irei adicionar ele a minha lista de filmes “massa veih” que irei assistir sempre que puder.

Nota para Independence Day: O Ressurgimento: 4,25 de 5,00.

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